ARQ – Loop temporal com baixo orçamento

Por: Timothy Doe, aka Mago Carmesim. Supremo e hacker freelancer.

 

Essa tecnologia de converter fala em texto é uma beleza né Toguro? Putz, não era pra sair isso, vou apagar. Caramba, não tá indo! Tenho que consertar isso e… AH NÃO! Tá transmitindo direto pro passado, que droga! Ah que se dane, vamos logo falar desse filme antes que a viagem chegue ao fim. Aposto 50 créditos que quando chegarmos em Vila Velha seremos saudados por um comitê de Gladiadores…

Saudações humanos! Aqui quem vos fala é o Mago Carmesim, direto do ano de 2137 para falar de um verdadeiro clássico do século XXI chamado ARQ. Não sei se vocês sabem, mas a Netflix virou uma empresa estatal depois que tentaram tirar as séries da Marvel do ar sob a desculpa de estarem muito desatualizadas, mas o Fantasma não gostou nem um pouco e resolveu estatizar a empresa para que a Ordem controlasse todo o conteúdo exibido pela plataforma. Por um lado foi bom, já que não existe mais corte de conteúdo, mas por outro todo conteúdo original Netflix passou a ser propaganda do Fantasma…

ARQ é um filme que se passa na época atual (caso tenham esquecido, eu falo de 2137) porém numa versão diferente do nosso mundo. Enquanto vocês do passado poderiam classificar esse futuro que vivo como pós-apocalíptico, em ARQ é um Cyberpunk, porém como o filme é de baixo orçamento essa estética não está muito bem explicitada visualmente, porém vários detalhes colaboram pra essa estrutura: corporações que comandam governos, desigualdade social bastante elevada, poluição extrema entre outros. O mais legal é a maneira como esses detalhes são apresentados: a locação do filme, o esconderijo do protagonista Renton, é uma casa que lembra as do século XXI mas com alguns aparatos bem tecnológicos espalhados por aí, incluindo TVs holográficas onde passam noticiários que informam a situação desse mundo.

O enredo é bem simples. Renton (Robbie Amell – Ronnie Raymond / Firestorm na série do Flash na CW) era um engenheiro da corporação mais poderosa da Terra, chamada TORUS, e acabou desenvolvendo uma máquina que gera energia infinita (a ARQ), já que um dos problemas desse mundo é a escassez de matéria energética, porém a TORUS não botou fé no projeto e cancelou, o que fez Ren roubar a máquina e se isolar. Num belo dia ele recebe a visita de Hannah (Rachael Taylor – Trish Walker em Jessica Jones), um amor do passado e acabam passando a noite juntos. Ao acordar, Ren tem a casa invadida por homens mascarados e tentando fugir acaba morto, mas ele acaba acordando no mesmo dia e sempre acaba morto de uma forma ou de outra e retornando pro início desse dia, aos poucos lembrando o que aconteceu e percebendo que está preso num loop temporal junto de Hannah e os mascarados misteriosos. O filme vai se desenrolando através dos loops e a cada um que passa vamos conhecendo melhor os personagens e também o embate entre a TORUS e um grupo de resistência conhecido como o Bloco (cá entre nós, é um nome muito melhor que ser chamado apenas de resistência, mas essa guerrilha contra o Fantasma não tem 1% da organização do Bloco…).

ARQ é um bom filme pra quem se amarra em ficção científica e mistérios, e com certeza foi um acerto e tanto da Netflix mesmo que o orçamento fosse baixo. Agora irei desligar aqui porque meus companheiros de trabalhos resolveram brigar e estão chamando a atenção de um trem lotado de civis. Também, um cara muito alto e forte berrando com um branquelo encapuzado e ambos cobertos de sangue não vão passar despercebidos né? Até a próxima, seres do passado!

Game Designer aprendiz, baixista mediano e mago implacável. Amante de RPGs mas tem Metal Gear como série favorita. Busca dominar magias de controlar o tempo e zerar todos os jogos que comprou na Steam e na PSN.