Aventuras em Cyrodiil #2 – A Jornada do Peregrino

The_Elder_Scrolls_IV_-_Oblivion

Já ouviu falar que a maioria das pessoas vivem uma vida e gamers vivem dezenas? Então, é inspirado nisso e pelo fato que todo mundo gostou desse nome que criamos o Diário Gamer, uma coluna para compartilharmos nossas aventuras no mundo dos jogos; seja um grande lançamento ou a revisitando um clássico que ficou na memória. O Diário Gamer funciona de duas maneiras, na versão ideal serão diversos posts conforme a história do jogo vai se desenvolvendo, literalmente como um diário. Já na segunda regada por preguiça, más experiências em um jogo ou um jogo curto faremos um único post sobre essa incrível (esperamos) experiência. Curtiu a ideia? Então vem com a gente que esse diário é para todo mundo ler.

 

Longos dias e belas noites aventureiros! Chegamos à mais uma sexta-feira, e sabem que dia é hoje? Dia de ir pra balada? Não! Jantar com o(a) namorado(a)? Sim, mas só depois de ler o Diário Gamer! Hoje começarei de fato uma aventura, mais precisamente a questline da expansão Knights of the Nine. Não vou resumi-la aqui pois vai tirar o foco da narrativa, mas se quiserem podem ir no site que eu considero supremo no quesito The Elder Scrolls, o The Elder Scrolls Wiki, caso queriam informações mais técnicas. Então como sempre, aconcheguem-se num canto da taverna, peçam uma cerveja, e escute o que os contadores de história têm a dizer…

Mais um portal surgindo, deixa pra próxima xD
Mais um portal surgindo, deixa pra próxima xD

Estava amanhecendo quando eu cheguei em Anvil. A cidade fica bem no litoral, banhada pelas águas do Mar Abecean. Uma brisa agradável sopra na maior parte do tempo, pescadores circulam pelas ruas voltando de uma noite de pesca em direção ao mercado para vender o que conseguiram na madrugada de trabalho duro. Caminho pela rua principal, em direção à taverna da cidade buscando comer e beber uma cerveja para descansar da minha última

O Profeta
O Profeta

aventura. Dentro da taverna eu escuto dois habitantes comentando que aconteceu um massacre na Capela de Dibella, o que despertou minha curiosidade uma vez que já ouvi um boato na Cidade Imperial. Continuo escutando a conversa enquanto termino minha cerveja e um deles comenta que há um velho que se diz profeta dos Nove Divinos e clama o tempo todo o retorno de um grande mal. Obviamente os aventureiros acham o tal profeta louco, mas já presencieis muita coisa minha curta vida no padrão dos elfos, então paguei minha conta e fui atrás do velho. Ao chegar na capela, avistei o profeta. Um homem médio, aparentando seus 70 anos e imperial, falando tudo aquilo o que escutei na taverna. Resolvi entrar na capela e presenciei uma cena horrível: cadáveres das clérigas espalhados por todo o local sagrado em poças de sangue. Não conseguia mais ver o altar, pois sangue transbordava e o cadáver de grande clériga parcialmente mutilado boiando no próprio sangue. Saí quase correndo pois tamanho massacre num local sagrado me fez passar mal.

Massacre na capela
Massacre na capela

Atordoado pelo que acabei de presenciar, fui conversar com o profeta. Ele afirma que o massacre foi obra de um antigo rei dos Ayleids (os primeiros elfos), chamado Umaril. Assim como os ayleids, Umaril odiava os Nove Divinos, e liderou sua raça numa cruzada visando acabar com o culto a esses deuses, porém ele foi derrotado pelo Cruzado Divino, Pelinal Whitestrake. Eu pergunto ao profeta como é possível que um mal tal antigo poderia estar

O mapa dos santuários
O mapa dos santuários

ainda entre nós e ele me responde que possivelmente Pelinal não conseguiu dar o golpe final, e agora Umaril está solto novamente retomando sua cruzada contra os Nove Divinos, e só reunindo as relíquias do Cruzado Divino. O profeta me pergunta se eu sou digno de reunir essas relíquias e ao que digo que não me considero digno de tal aventura, ele responde que a humildade é o primeiro passo para se redimir com os deuses, e então completa dizendo que para me purificar de meus pecados tenho que peregrinar por Cyrodiil, rezando para os Nove Divinos em seus respectivos santuários. O profeta então me dá um mapa com a localização de nove delas e me deseja que os deuses me acompanhem nessa jornada.

 

 

O primeiro Santuário.
O primeiro Santuário.

Saio pelo portão sul de Anvil e andando um pouco para o norte, encontro o primeiro santuário. Este pertence a Akatosh, o deus-dragão do tempo e a maior divindade de Nirn. Me ajoelho e peço pela proteção de Akatosh, sentindo uma estranha sensação de leveza, e de dever cumprido. A próxima parada é o santuário de Arkay, o deus que representa o ciclo de vida e morte. Não é muito longe dali, de modo que a paisagem de planícies verdejantes cheias de vida não se modifica muito, apenas ataques ocasionais de animais selvagens que devem me ver como comida, mas tenho uma missão à cumprir e consigo me defender deles. No santuário ajoelho e clamo pela bênção de Arkay, que me é concedida e sentindo a mesma estranha leveza de antes, sigo para o leste. Pelo caminho sou atacado por muitos animais selvagens e bandidos, mas passo facilmente por eles, afinal meses de andanças por Cyrodiil e derrotar um alto necromante me fizeram forte. Próximo ao santuário de Mara, encontro mais um portal para o

Bandidos não são páreos para a Fúria do Mago!
Bandidos não são páreos para a Fúria do Mago!

Oblivion, mas como ainda obtive um certo trabalho para fechar o último decido apenas matar as bestas que saíram por aquele portal e seguir em frente. Já havia anoitecido quando consegui chegar ao santuário e me ajoelhar pedindo pela bênção de Mara, a deusa do amor. Novamente me sentindo leve, porém cansado, resolvi parar para descansar na cidade mais próxima, Skingraad. Me alojei na Guilda dos Magos, dormi por 10 horas e me sentindo revigorado saí para continuar minha peregrinação, mas não sem antes vender os itens que consegui de bandidos que me atacaram num comerciante próximo, afinal mesmo o Arquimago tem que ter uma reserva, principalmente para aprender novas magias e comprar ingredientes para poções. Saindo da cidade, sigo em direção ao norte, onde perto de Chorrol se localiza o santuário de Dibella, a deusa da beleza. No caminho descubro muitos novos locais, que vou marcando no meu mapa, e também presencio uma lenta mudança de cenário: de planícies verdejantes para paisagens ainda verdes mas com leves elevações. Mesmo me mantendo fora da estrada, a presença de bandidos é constante, assim como de magos renegados e Spriggans, mas ainda assim eles não me pararam e consegui a minha bênção.

Metade do caminho.
Metade do caminho.

Minha peregrinação agora me levou ao sul, onde segui para o santuário de Talos, o imperial que ascendeu ao posto de deus da guerra e dos governos. Me ajoelhei perante ao altar e consegui sua bênção. Segui pelas paisagens verdes beirando o rio na direção sul e encontrei o santuário de Zenithar, o deus da riqueza e do comércio. Após receber a minha bênção, fui abordado por um cavaleiro que se identificou como Sir Roderic, que me revelou que também estava fazendo a Peregrinação dos Nove Divinos, me desejou boa sorte e também que nossos caminhos se

O amigável Sir Roderic.
O amigável Sir Roderic.

cruzassem novamente. Continuei meu caminho margeando o rio ainda mais ao sul e ao anoitecer alcancei o santuário de Stendarr, o deus da justiça. Me ajoelhei para mais uma bênção e me dirigi mais ao sul, para a cidade de Leyawiin a fim de descansar da minha viagem, e assim o fiz. Acordando na Guilda dos Magos, fui em direção ao norte, caminhando pelo rio em sua margem leste, até encontrar o santuário de Julianos, o deus da sabedoria, bastante cultuado pelos magos de Tamriel. A sensação de leveza estava mais forte que nunca, faltava apenas um santuário para terminar a minha peregrinação, então me apressei e retomei a caminhada rumo à sudeste.

 

 

Última parada, santuário de Kynareth.
Última parada, santuário de Kynareth.

Foi a primeira vez que me aventurei nessa região de Cyrodiil, então descobri muitos locais novos que foram imediatamente adicionado em meu mapa. A paisagem daqui também era bastante diferente do restante da província, com o tradicional verde sendo raro; arbustos e um solo levemente arenoso compõem a maior parte desse cenário. Também não é para menos, estou quase próximo à fronteira de Morrowind. Essa proximidade me reavivou o desejo de refazer os passos do Nerevarine, a fim de que eu possa reencontrá-lo, pois ouvi dizer que ele foi para Akavir por motivos desconhecidos. Deixando meu sonho para lá por hora, segui meu caminho até finalmente encontrar o santuário de Kynareth, a deusa do vento. Após conseguir minha bênção final, senti a leveza mais forte que nunca. Alguns segundos depois, o santuário se iluminou e uma voz vinda dos céus falou comigo, me congratulando por ter completado a peregrinação, porém afirmando que esse era apenas o primeiro passo para a derrota do mal que está se manifestando mais uma vez em Nirn. Em seguida eu desmaio, e acordo no céu. Exatamente o que ouviram aventureiros, no céu; bem acima de Cyrodiil e das nuvens, eu conseguia ver a província e suas cidades em um

Parece loucura mas eu realmente estava no céu.
Parece loucura mas eu realmente estava no céu.

esplendor único. À minha frente estava o espírito de um cavaleiro trajando sua armadura completa, impossível de saber as reais cores de tamanha magnificência uma vez que ela é etérea como aquele que a possui. O espírito caminha lentamente em minha direção, afirmando que minha necessidade era realmente grande para que os deuses permitissem que conversássemos. Ele então se apresenta como Pelinal Whitestrake, o Cruzado Divino, aquele que derrotou Umaril, o Sem-Penas na Segunda Era. Pelinal me diz que embora ele tenha derrotado a forma carnal de Umaril, por ele ser metade daedra seu espírito está em um dos domínios do Oblivion e ganhou força o suficiente para chegar bem perto de se manifestar em Tamriel novamente, sendo que o massacre que ocorreu em Anvil apenas uma pequena parcela do que ele pode fazer. O Cruzado então me incumbe da tarefa de reunir as relíquias dos Nove Divinos, que nada mais são as armas e armadura que foram forjadas pelos próprios deuses e confiadas à Pelinal para que ele pudesse derrotar Umaril e só com essas relíquias eu seria capaz de confrontar o Sem-Penas. Após me dar a localização da primeira relíquia, o espírito de Pelinal me deseja sorte e a bênção dos deuses antes de partir.

Pelinal Whitestrake, o Cruzado Divino.
Pelinal Whitestrake, o Cruzado Divino.

Acordo ainda no santuário de Kynareth, meio confuso com o que acabou de acontecer, mas convicto do que deve ser feito para destruir esse mal. Marco a localização da relíquia no meu mapa e sigo o meu caminho em direção à cidade imperial, pois tenho que estar bem descansado e preparado para a jornada que virá.

 

 

Gostaram de mais essa narrativa aventureiros? Não esqueçam de comentar, seja elogios, críticas ou sugestões, o espaço é democrático! Semana que vem estarei de volta com mais um capítulo na história de Celebrimbor, Priorado dos Deuses. Pra quem chegou agora aí embaixo estarão os links para os capítulos anteriores. Grande abraço e até a próxima!

 

Prólogo

Capítulo 1

Game Designer aprendiz, baixista mediano e mago implacável. Amante de RPGs mas tem Metal Gear como série favorita. Busca dominar magias de controlar o tempo e zerar todos os jogos que comprou na Steam e na PSN.