Aventuras em Cyrodiil #3 – O Priorado dos Deuses

The_Elder_Scrolls_IV_-_Oblivion
Já ouviu falar que a maioria das pessoas vivem uma vida e gamers vivem dezenas? Então, é inspirado nisso e pelo fato que todo mundo gostou desse nome que criamos o Diário Gamer, uma coluna para compartilharmos nossas aventuras no mundo dos jogos; seja um grande lançamento ou a revisitando um clássico que ficou na memória. O Diário Gamer funciona de duas maneiras, na versão ideal serão diversos posts conforme a história do jogo vai se desenvolvendo, literalmente como um diário. Já na segunda regada por preguiça, más experiências em um jogo ou um jogo curto faremos um único post sobre essa incrível (esperamos) experiência. Curtiu a ideia? Então vem com a gente que esse diário é para todo mundo ler.

 

Longos dias e belas noites aventureiros! Fim de semana chegando e junto dele mais uma capítulo das Aventuras em Cyrodiil! Hoje daremos continuidade à questline da expansão Knights of the Nine, e pelo que tenho jogado até agora essa daí promete hein! Como sempre, aconcheguem-se num canto da taverna, peçam uma cerveja, e escute o que os contadores de história têm a dizer…

Em direção à mais uma aventura.
Em direção à mais uma aventura.

Um belo dia na Cidade Imperial. Acordo em meus aposentos, no alto da torre da Universidade Arcana, preparo umas poções com os ingredientes que acho em minhas aventuras e desço em direção ao Distrito Mercado, onde tem a maior concentração de lojas da província. Acho que nunca tive a oportunidade de descrever a cidade caros aventureiros, mas corrigirei isso agora. A Cidade Imperial foi construída em cima de uma ilha no centro do Lago

Entrada para as ruínas.
Entrada para as ruínas.

Rumere na região central de Cyrodiil, conhecida como Vale Nibenay. Diz-se que ela era o centro de uma grande cidade construída pelos ayleids, o que pode ser verdade uma vez que a cidade tem muito da arquitetura dessa raça. A cidade é circular, dividida em 6 distritos que circulam o Caminho do Imperador Verde (Mercado, Jardins Élficos, Arena, Talos Plaza, Templo e Arboretum) , que por sua vez contem a Torre Branca, sede de governo do glorioso império formado por Tiber Septim; além desses seis tem-se ainda três distritos menores que são Universidade Arcana, Prisão e Margem da Cidade Imperial. A cidade é bem cheia de vida com bastante verde em seus distritos (menos no Mercado) e é bem populosa* de modo que se encontra todo tipo de gente, interessante ou não, circulando pelas ruas. Então voltando, me dirigi ao Mercado a fim de vender meus espólios da última aventura e recuperar meu equipamento. Primeiro vou na loja A Algibeira Abundante, onde consigo sempre preços muito bons com Thoronir, o dono da loja que ajudei em outra ocasião**; depois me dirijo à Melhor Defesa, para recuperar minhas luvas, botas, escudo e espada que estavam bastante avariados. Com tudo resolvido, saí pelo portão sul em busca da primeira relíquia.

Lutando contra um espectro.
Lutando contra um espectro.

Pelinal disse que a primeira relíquia, o Elmo do Cruzado, estaria nas ruínas de Vanua, uma cidade ayleid. Vou em direção ao ponto marcado no mapa, que no início estranho por ser no meio do lago Rumere, mas ainda assim preparo uma magia para respirar debaixo d’água e sigo em frente. O espírito não estava errado, a entrada da cidade estava realmente ali, e segundo a informação dele, o elmo estará num santuário dedicado à ele após sua morte. Entro então nas ruínas e assim que consigo sair da água dou de cara com um espectro, que é facilmente abatido com a invocação de outro espectro e da Fúria do Mago. Em termos de arquitetura, essa ruína não é diferente de outras que

Here lies Balin, son of Fundin... Ops, outro mundo xD
Here lies Balin, son of Fundin… Ops, outro mundo xD

eu tive que visitar; paredes brancas, pouco iluminadas e uma aura de morte pairando, porém essa diferia em um detalhe: a sensação de claustrofobia. Foram poucas câmaras que eu passei que realmente tivesse um espaço considerável para se mexer, mas no geral os corredores eram apertados, mal dando para duas pessoas, e os tetos rebaixados. Logo na primeira sala tive que apertar um botão para abrir uma passagem, e detrás da porta saíram um espectro e um esqueleto, uma luta que deu um pouco mais de trabalho mas eu e minha invocação saímos vitoriosos. Avancei por mais alguns espectros, sendo forçado a tomar outros caminhos pois muitas passagens estavam bloqueadas por deslizamentos de terra, até chegar a uma porta para uma segunda câmara.

 

 

Aqui após percorrer um pequeno corredor estreito cheguei uma câmara aberta, que era guardada por um esqueleto e dois espectros. Mais uma vez uma batalha que deu um pouco de trabalho mas ainda assim os mortos-vivos sucumbiram ao meu poder. Num instante percebi que estava no próprio Santuário do Cruzado, porém num patamar inferior. De onde eu estava conseguia enxergar o Elmo do Cruzado repousando num altar, porém não conseguia alcançar. Duas portas de ferro estavam diante de mim, porém antes de seguir meu caminho percebi um esqueleto que não tinha se levantado. Ele carregava uma espada, um escudo vermelho com o brasão dos Nove Divinos, um anel, uma chave e um diário. Folheei o diário e descobri que o cadáver que jazia diante de mim era de Sir Amiel, um

Die lich!
Die lich!

Cavaleiro dos Nove, e ali ele conta que estava numa missão para recuperar o Elmo, uma vez que todas as Relíquias do Cruzado haviam se perdido e a Ordem dos Cavaleiros dos Nove estava caindo em desonra e que recuperar essa relíquia provavelmente iria restaurar a confiança da ordem para recuperar as demais. No diário ainda ele me dá a localização do Priorado e diz que o anel dele serve como chave para abrir a passagem para o cofre onde estaria a Armadura do Cruzado. Peguei todos os itens que se encontravam com ele e abri as duas portas com a chave. Um caminho levava de volta à câmara anterior e o outro seguia por mais um corredor estreito, mas ambos continham esqueletos que foram logo eliminados. O corredor estreito levou às catacumbas dessa cidade anciã. Achei alguns baús pelo caminho, assim como alguns liches, mas que consegui derrotar com minha mágica; algo me diz que esses são os mais fracos de sua espécie. Passando por uma câmara que ocorreu um deslizamento, eu chego numa antessala pequena com quatro pilares, que não seria nenhum problema se estivesse vazia, porém fui atacado por um lich, um espectro e um zumbi, sendo que o lich ainda invocou um fantasma ancião! Essa foi uma batalha extremamente cansativa, pois apesar de invocar um espectro três dos inimigos vinham atacar apenas à mim, e sem ter como me concentrar para me curar em um espaço tão pequeno tive que me curar com poções. Eventualmente tinha que invocar novos espectros e meus oponentes se mostravam muito resistentes às minhas magias. O último inimigo então foi derrotado e após me curar mais uma vez, segui em direção à porta mais próxima.

Descanse em paz, Sir Amiel.
Descanse em paz, Sir Amiel.

A próxima sala também continha um corredor parcialmente demolido, porém sem inimigos por perto. Fui seguindo por onde dava pra continuar e finalmente acabei de volta no santuário, porém na parte superior, com o Elmo do Cruzado repousando no altar. A aparência do elmo não é muito diferente e elmos tradicionais que cavaleiros de Tamriel usam, porém eu sinto uma aura muito forte emanando dele, sinal de que o profeta não estava errado; eu realmente terei que juntar todos para ter alguma chance de derrotar Umaril. Faço então meu caminho de volta para a entrada de Vanua e consequentemente para a superfície, e sigo em direção à fronteira com Elsweyr na Mata Oeste,

A primeira relíquia.
A primeira relíquia.

onde segundo o diário de Sir Amiel ficaria o Priorado dos Nove. Aos poucos eu vejo as imensas planícies do Vale Nibenay iluminadas pelo luar se transformarem num aglomerado de árvores indicando que eu atingi a Mata Oeste. Por milagre não me deparei com bandidos pelo caminho, mas lobos e ursos o tempo todo me atacavam. Após uma hora e meia de caminhada eu finalmente achei o priorado. Fica num terreno mediano, contando com uma igreja e o priorado em si. Eu primeiro entro na igreja para orar aos deuses para que os males que eu contraí em batalha sejam curados, e lá eu já vejo claros sinais de abandono mas apesar de ser esquecida pelos homens os deuses não a esqueceram, de modo que após minha oração me senti bem de novo. Entro então no priorado e vejo os mesmos sinais de abandono: teias de aranha em abundância, livros espalhados pelo chão, pratos ainda sujos de comida e cadeiras apodrecidas. Seguindo as instruções do diário que encontrei em Vanua, vou até uma marcação no chão com um espaço para um anel e encaixo ali a jóia que consegui no cadáver, abrindo assim uma passagem para o subterrâneo do priorado. O subterrâneo continha oito sarcófagos, tochas e velas impressionantemente ainda queimavam deixando a construção antiga bem iluminada. Ao final da

A caminho do priorado.
A caminho do priorado.

câmara eu podia ver a Armadura do Cruzado, então parei de admirar o local para poder pegar, mas ao me aproximar uma barreira se ergue e um fantasma se materializa na minha frente. Ele se identifica como Sir Amiel e diz que faz muito tempo desde que alguém tentou pegar a armadura de volta, porém para conquistar o direito de usá-la eu teria que derrotar os últimos Cavaleiros dos Nove. Assim outros sete espíritos apareceram e começaram a me enfrentar um a um, seguindo as ordens de Sir Amiel. Batalhei contra Sir Gregory, Sir Casimir, Sir Ralvas, Sir Henrik, Sir Caius, Sir Juncan, Sir Torolf e Sir Amiel. Todos eles se mostraram guerreiros formidáveis e não consegui enfrentá-los de igual pra igual, de forma que tive que usar minhas magias como sempre. Entre as batalhas eu aproveitava para me curar e estar completamente recuperado para o próximo desafio. Ao derrotar todos, Sir Amiel então reconheceu meu valor e baixou a barreira para que eu conseguisse pegar a segunda relíquia, e em seguida me pediu para conversar com os demais cavaleiros para saber da localização das próximas relíquias. Eu conversei com cada um deles nobres aventureiros, mas creio que já estejam cansados dessa história, minha garganta está seca e minha barriga ronca. Me permitam pegar mais cerveja e um bom pão com pernil para me saciar e depois retomo meus relatos…

Sir Amiel e a segunda relíquia do Cruzado.
Sir Amiel e a segunda relíquia do Cruzado.

* Nota do Arquimago: Bom, a cidade não tem muita concentração de NPCs vagando, possivelmente por conta da tecnologia da época, porém resolvi descrever assim para dar mais profundidade à narrativa.

**Nota do Arquimago: Isso é uma sidequest do jogo, chamada Unfriendly Competition

 

Isso aí pessoal, parece que Celebrimbor precisa encher a caveira e a pança, e como esse elfo é lerdo só semana que vem ele voltará com o primeiro desafio para recuperar as relíquias restantes. Críticas e sugestões podem ser dadas nos comentários. Espero que tenham gostado e até semana que vem com Fúria e Sabedoria. Grande abraço!

 

Prólogo / Capítulo 1 / Capítulo 2

Game Designer aprendiz, baixista mediano e mago implacável. Amante de RPGs mas tem Metal Gear como série favorita. Busca dominar magias de controlar o tempo e zerar todos os jogos que comprou na Steam e na PSN.