Aventuras em Cyrodiil # 5 – Caminhos de Misericórdia

Longos dias e belas noites aventureiros! Após uma grande aventura na Bienal do Livro 2015 com os prezados Guildmasters e os digníssimos parceiros do Zona de Conspiração, cá estamos com mais um capítulo desse Altmer nada modesto em Cyrodiil! E falando em Bienal, vocês podem conferir aqui o vídeo que foi gravado com nossa aventura por lá junto com os brothers do Zona de Conspiração! E essa semana saiu mais um vídeo no blog supra-citado, com a equipe cobrindo um evento de games nas longíquas terras (do meu ponto de vista) de Guapimirim! Hoje mais uma vez teremos uma aventura de duas quests do Knights of the Knight, The Path of the Righteous e Stendarr’s Mercy, que por sua vez são bem curtas. Vamos lá para mais uma parte dessa história, aconcheguem-se num canto da taverna, peçam uma cerveja, e escute o que os contadores de história têm a dizer…

Carodus e sua história triste
Carodus e sua história triste

Lá estava eu em Leyawiin, devidamente descansado, com o inventário mais leve, os bolsos com mais dinheiro e entrando na capela de Zenithar. onde sou saudado por um guerreiro que se identificou como Carodus Oholin, e ele me informou que tinha acabado de falhar no teste para conseguir a Maça do Cruzado porém não se mostrou muito abalado, pois recebeu uma visão do deus do comércio para que continuasse a servir os deuses da melhor maneira possível, e assim ele decidiu por guardar o templo para que ele não fosse conspurcado como o de Dibella. Então falei com o clérigo responsável da capela que prontamente me disse a mesma coisa que Sir Ralvas me disse no Priorado: rezar na tumba de São Kaladas e seguir minha fé. Desci para as catacumbas, um ambiente lúgubre porém bem

A tumba do santo
A tumba do santo

iluminado por tochas, e fortemente guardado por espectros. Por garantia eu conjurei um mas felizmente não foi necessário, uma vez que os espectros não se incomodaram com a minha presença uma vez que não apresentava ameaça à integridade do cômodo. Após verificar umas tumbas finalmente achei a que eu procurava, então me ajoelhei e orei por orientação. Ao fazer isso fui transportado para outra dimensão, um local de céu noturno e com um pequeno altar no centro, onde a relíquia repousava. Entre a plataforma onde eu estava e o altar, o mais profundo dos abismos, coisa que assusta demais à primeira vista. Me lembrei das palavras de Sir Ralvas e do clérigo, e mentalizando toda a minha fé tentei atravessar o abismo. Achei de início que tinha conseguido, porém após três passos eu caí no grande vazio que se estendia sob meus pés e toda a minha curta vida para os padrões élficos passou pela minha mente, já aceitando o meu destino mas para a minha surpresa fui transportado novamente para as catacumbas. Já havia chegado tão longe e não podia desistir da Maça, então repeti minhas orações e fui aceito novamente para fazer o teste de Zenithar. Dessa vez, eu fiquei alguns minutos refletindo sobre as palavras de sabedoria que me foram ditas, e me dei conta de um artefato que poderia guiar a minha fé ainda mais longe, as Botas do Cruzado! Calcei-as no mesmo instante e de repente uma ponte etérea se forma na minha frente, liberando o caminho para a relíquia, então eu a peguei e fui transportado novamente para o templo. Para a minha surpresa, quando eu volto para o salão principal quatro aurorans estão atacando os presentes, tentando

Quase lá...
Quase lá…

conspurcar mais um solo sagrado em nome de seu mestre Umaril. Imediatamente me juntei à luta, conjurando um espectro para ajudar. Essas criaturas se provaram oponentes muito poderosas, dando muito trabalho para matar o grupo, o que custou a vida de dois clérigos e deixando o bravo Carodus inconsciente. Após a batalha, acudi o guerreiro e ele agradeceu pela ajuda, me pedindo para se juntar à Ordem dos Cavaleiros dos Nove. Aceitei de imediato, pois os talentos de um guerreiro tão devoto serão muito bem usados à serviço dos Nove Divinos. Ele agradeceu e se dirigiu ao Priorado; eu no entanto, fui para Chorrol em busca da última relíquia que eu sabia da localização.

 

Sir Casimir foi o espírito que me incumbiu de recuperar as Manoplas do Cruzado. Ele me disse que as Manoplas estariam na capela de Stendarr em Chorrol, pois ele mesmo as perdeu ali depois de ter recusado ajudar um pedinte e golpear o próprio. Ao fazer isso Stendarr o amaldiçoou com uma fraqueza interminável e se tornou indigno de manusear a relíquias. Recordei das palavras do cavaleiro quando cheguei na capela e as manoplas se encontravam perto do altar rodeada de velas e flores. Fui falar com o clérigo responsável para perguntar das relíquias e fui informado que desde que Sir Casimir foi amaldiçoado mais ninguém conseguiu levantar as manoplas. Ele também me disse que a maldição que Stendarr lançou sobre o cavaleiro continuou nos descendentes de Casimir, e inclusive um deles tinha vindo diretamente de Hammerfell para buscar uma cura em Chorrol. Perguntei onde se encontrava o indivíduo e o clérigo me disse que ele estava sendo mantido ali mesmo, na próxima câmara. Desci um

Clérigo fraco!
Clérigo fraco!

lance de escadas, cruzei a porta e depois virei à direita novamente onde encontrei um redguard de semblante abatido e que se identificou como Kellen. Ele me confirmou a história contada pelo clérigo e me implorou que eu conversasse com o próprio para que a maldição que o impedia de viver sua vida tranquilamente, uma vez que ele sentia-se sempre cansado, fosse embora de uma vez por todas. Voltei ao salão principal da capela e inquiri novamente o clérigo acerca da maldição, e ele então admitiu envergonhado que ele sabia como livrar Kellen da maldição, porém não tinha coragem para o fazer. Eu o repreendi então por se sentir assim, uma vez que ele como um servo dos deuses não deveria pensar duas vezes antes de ajudar os necessitados e pedi que me dissesse como reverter a maldição, então prontamente me informou que eu deveria pedir à Stendarr que eu recebesse a maldição no lugar de Kellen. Seria um fardo muito pesado, mas Tamriel precisava ser salva e uma pobre alma merecia uma vida digna. Sem pensar duas vezes, me ajoelhei perante o altar e implorei à Stendarr por sua misericórdia, para que eu pudesse retirar a maldição de Kellen. O deus então ouviu minhas preces, e me enviou uma visão para que bastasse encostar no redguard para que a maldição passasse para mim, e assim o fiz. Encontrei Kellen sentado em sua cama, encostei em seu ombro e meu corpo foi tomado por uma estranha fadiga, ao passo que o homem que antes mostrava um semblante abatido agora corria de alegria, me agradecendo imensamente por tal ato nobre e prometendo me ajudar sempre que possível. Voltei mais uma vez ao salão principal

Kellan, o amaldiçoado.
Kellen, o amaldiçoado.

e me dirigi às manoplas. Apesar da fraqueza eu consegui levantá-las! Agora faltavam duas relíquias para eu finalmente estar apto para confrontar Umaril.

Me dirijo ao Priorado então, e chegando lá sou recebido por Lathon, o escudeiro de Sir Roderic, que me dá más notícias. Seu senhor pereceu na luta contra um espectro enquanto tentava recuperar as duas relíquias faltantes. As Greaves* do Cruzado eles conseguiram, e ele me entregou prontamente, mas a Espada permaneceu em seu local. Lathon me pediu uma chance de vingar seu mestre me acompanhando em busca da Espada, então eu fiz do fiel escudeiro Sir Lathon e juntos seguimos em busca da última relíquia…

 

* Nota do Arquimago: pela descrição que achei da palavra greaves a tradução mais próxima seria caneleira, mas não seria nem um pouco épico usar esse vocábulo numa aventura medieval não é?

 

E chegamos ao fim de mais um capítulo nobres aventureiros! Sei que estavam com saudades (ou não) e mais uma vez peço desculpas pela falta semana passada. Se os Nove permitirem, a partir dessa semana tudo já está normalizado. Elogios, críticas e sugestões nos comentários! Grande abraço e até semana que vem, com A Espada e o Espectro.

 

 

Prólogo / Capítulo 1 / Capítulo 2 / Capítulo 3 / Capítulo 4

Game Designer aprendiz, baixista mediano e mago implacável. Amante de RPGs mas tem Metal Gear como série favorita. Busca dominar magias de controlar o tempo e zerar todos os jogos que comprou na Steam e na PSN.