Aventuras em Cyrodiil #6 – A Espada e o Espectro

TESIV1

Já ouviu falar que a maioria das pessoas vivem uma vida e gamers vivem dezenas? Então, é inspirado nisso e pelo fato que todo mundo gostou desse nome que criamos o Diário Gamer, uma coluna para compartilharmos nossas aventuras no mundo dos jogos; seja um grande lançamento ou a revisitando um clássico que ficou na memória. O Diário Gamer funciona de duas maneiras, na versão ideal serão diversos posts conforme a história do jogo vai se desenvolvendo, literalmente como um diário. Já na segunda regada por preguiça, más experiências em um jogo ou um jogo curto faremos um único post sobre essa incrível (esperamos) experiência. Curtiu a ideia? Então vem com a gente que esse diário é para todo mundo ler.

 

 

Longos dias e belas noites aventureiros! Nossa coluna mais amada da Outra Guilda caiu na mesma distorção temporal que o episódio 3 do Trova na Taverna, também conhecida como Rock in Rio 2015. Deu um trabalhão para que eu, Bruno e John consertássemos as coisas, tivemos que apelar para a tecnologia uma vez que só a magia não estava ajudando. A aventura de hoje narra a quest The Sword of the Crusader, a penúltima da expansão Knights of the Nine. Sem mais delongas então, fiquem com as aventuras desse elfo maluco no fantástico mundo de Nirn, aconcheguem-se num canto da taverna, peçam uma cerveja, e escute o que os contadores de história têm a dizer…

A tumba de Lorde Vlindral.
A tumba de Lorde Vlindral.

Viajando à cavalo demoramos cerca de duas horas para chegar à Caverna Underpall, onde Sir Roderic agora repousa e o espírito vingativo de Sir Berich Vlindrel. Esse nome não me é estranho, uma vez que o espírito de Sir Amiel me falou do antigo comandante dos Cavaleiros dos Nove no Priorado. Sir Berich enlouqueceu após um evento chamado Guerra do Diamante Vermelho, tendo dissolvido a Ordem e se retirado com a Espada do Cruzado e caindo em trevas. No intuito de não apenas recuperar a relíquia mas também vingar Sir Roderic, adentramos na caverna. Diferente das demais cavernas que visitei na província, o primeiro salão era bem espaçoso e com muita mobília quebrada e livros queimados, sinal de que alguém viveu ali há séculos a julgar pelo estado. Segui para o segundo salão e tive um misto de medo com fascínio. Esta câmara era bem maior que a primeira, contava com um pequeno

Descanse em paz, Sir Roderic.
Descanse em paz, Sir Roderic.

cemitério e árvores mortas e um castelo se erguia diante de mim. Sim, um castelo ali enterrado na caverna. Ainda que não se visse em sua totalidade, o portão de entrada era magnífico, ainda que sua madeira sofresse com as intempéries. Fiquei alguns segundo maravilhado com tal espetáculo até que uma dor excruciante me atingiu. Ao olhar para baixo percebo que meu joelho esquerdo foi atingido por uma flecha de ferro, e outra iria me atingir no rosto se não tivesse conjurado um escudo mágico à tempo. Imediatamente eu e Sir Lathon nos abrigamos antes que os arqueiros esqueletos que estavam de guarda em dois parapeitos naturais da caverna nos acertassem com outra saraivada. Arranquei a flecha do meu joelho e fechei o ferimento antes que infeccionasse e me impedisse de sair em aventuras num futuro próximo. Sir Lathon permaneceu escondido atirando flechas enquanto eu corri para outro abrigo, invoquei um espectro e carreguei a Fúria do Mago para combater os esqueletos, que por sorte eram fracos e então uns poucos ataques foram o suficiente para quebrar os ossos ambulantes. Vencida a batalha, Sir Lathon e eu entramos no castelo.

O castelo da família Vlindrel fora bem castigado pelo tempo, e a aura maligna que pairava no ambiente o deixava ainda mais assustador. Teias de aranha cobriam quase toda a parede e os tetos, mobília quebrada, taças de vinho espalhadas e nenhuma iluminação. Logo na primeira câmara do castelo eu me deparo com um lich e alguns zumbis, que não foram nenhum grande desafio uma vez que já estou bastante acostumado a lutar contra esses inimigos. A câmara continuou num corredor estreito até dar numa porta que levava à outro corredor estreito e mal iluminado patrulhado por espectros que foram facilmente derrotados; este corredor por sua vez levava ao salão principal do castelo. O que diferia essa câmara da câmara de entrada era seu tamanho, cerca de três vezes maior, e além da mobília avariada continha quadros dos familiares, porém não conseguia identificar pois as letras que falavam de quem eram os retratos estavam completamente apagadas. Mais um grupo de zumbis nos atacaram nessa câmara, dessa vez mais poderosos. Se eu não tivesse a ajuda de Sir Lathon eu certamente seria subjugado, pois era um grupo numeroso e tive que invocar dois espectros uma vez que eu invocava e eles eram derrotados depois de um tempo. Sendo vitoriosos novamente, o cavaleiro tomou a dianteira, apontou uma escada que descia e dava numa

Vingando Sir Roderic.
Vingando Sir Roderic.

porta e me informou que era naquela direção em que se encontrava o corpo de Sir Roderic e consequentemente o espírito enlouquecido de Sir Berich. Segui então pelo caminho apresentando e passando pela porta me encontrei novamente dentro de uma caverna, estreita e com o teto rebaixado como a maioria das formações cavernosas de Cyrodiil. Alguns esqueletos tentaram barrar nosso avanço, mas foram facilmente destruídos. Minutos depois chegamos à uma sala circular, onde jazia o corpo de Sir Roderic. Lathon e eu prestamos as devidas homenagens ao nobre cavaleiro e paramos em frente à uma porta de madeira, onde Sir Lathon disse estar o espectro. Pedi então que ele ficasse e cuidasse da retaguarda, uma vez que temi pela vida dele e toda a ajuda no futuro para matar Umaril será necessária. Atrás da porta estava um salão ainda maior que o que continha a entrada do castelo, só que iluminado por tochas, de modo que via claramente os contornos das estalactites e estalagmites. Parado ao final de uma passarela estava o espectro de Sir Berich ao lado de um zumbi. Corri na direção deles invocando um espectro enquanto carregara a Fúria do Mago, porém antes de lançar meu primeiro ataque o espectro me silenciou, de modo que tive que concentrar em ataques físicos no zumbi. Felizmente os inimigos resolveram concentrar ataques na minha invocação, de modo que consegui me ocupar com o zumbi. Confirmando que minha sorte estava altíssima nesse dia, o zumbi caiu no lago da caverna com três espadadas, e como foi de uma altura considerável ele não conseguiu se juntar à luta novamente. Com o efeito de silêncio do espectro acabado, comecei a conjurar minhas mais poderosas magias contra o espírito. Ele derrotou meu espectro e em seguida veio em minha direção com a Espada do Cruzado, que estava amaldiçoada. A batalha se seguiu por mais alguns minutos, tendo que me defender dos ataques da espada com o Escudo do Cruzado, mas no fim quase exausto saí vencedor! Sir Lathon veio ao meu encontro parabenizar-me pela vitória, e me informou que deveria visitar a Capela de Arkay para que a maldição da espada fosse removida. Enquanto eu seguia para Cheydinhal, Sir Lathon voltou para o Priorado para dar as boas novas aos demais cavaleiros.

A capela conspurcada.
A capela conspurcada.

Saí da caverna e segui meu caminho pelo leste, passando pelas montanhas de Cyrodiil, até chegar em Cheydinhal. Chovia bastante, o que não interpretei como um bom sinal. E minha intuição estava certa, ao entrar na Capela de Arkay encontrei o mesmo cenário que eu vi em Anvil: altar conspurcado pelo sangue de inocentes. Os dois aurorans responsáveis por tal ato ainda se encontravam no recinto e tentaram fazer com que meu corpo se juntasse aos demais, só que não contavam com o meu poder e com a ajuda dos deuses que eu recebo o tempo todo. Saí vitorioso, porém machucado demais e ainda bastante fatigado por conta da maldição que eu escolhi carregar. Após recuperar meu fôlego depositei a relíquia amaldiçoada no altar e implorei a Arkay para torná-la sagrada novamente, e o deus atendeu às minhas preces. De posse da espada renovada de energias positivas, me dirigi novamente ao Priorado. Chegando lá sou recepcionado por Sir Lathon me informando que o Profeta reuniu toda a ordem na capela e desejava falar com todos antes da batalha final. Entrei na capela e todos os cavaleiros que eu recrutei se

Preparativos para a batalha final.
Preparativos para a batalha final.

encontravam presentes, assim como quatro novos candidatos. O Profeta então me congratulou por ter chegado tão longe e disse que a hora da batalha final se aproximava, então ele me abençoou em nome de Talos. Ao ser perguntado sobre a bênção, ele disse que é o meu diferencial em relação à Pelinal Whitestrafe, uma vez que no embate entre o Cruzado Divino e o Sem-Penas Talos não tinha ascendido como deus, e que agora estando no panteão a bênção dele seria necessária para caçar a alma de Umaril no Oblivion e dar um fim neste mal de uma vez por todas. A bênção de Talos também removeu a maldição que eu carregava, de modo que me senti revigorado novamente. O Profeta me deu a localização da fortaleza de Umaril, as ruínas de Garlas Malatar, e me disse que meus cavaleiros estariam me esperando para a batalha final. Após o discurso, os quatro candidatos que ali estavam (um imperial, dois irmãos nords e um bosmer) foram aprovados para se juntarem à ordem, afinal guerreiros valorosos são muito bem vindos na batalha que estava por vir. Peguei o resto das relíquias que estavam guardadas no priorado e segui à oeste, em direção ao meu destino…

 

E chegamos ao fim do penúltimo capítulo da Knights of the Nine aventureiros! Calma, para sua alegria (ou não) as Aventuras em Cyrodiil ainda têm muita lenha pra queimar, então fiquem ligados nos próximos posts. Sugestões, críticas e elogios nos comentários ou pelo nosso e-mail (sim, nós temos um) contato@outraguilda.com. Um grande abraço e até a semana que vem, com A Queda de Umaril!

 

Prólogo / Capítulo 1 / Capítulo 2 / Capítulo 3 / Capítulo 4 / Capítulo 5

Game Designer aprendiz, baixista mediano e mago implacável. Amante de RPGs mas tem Metal Gear como série favorita. Busca dominar magias de controlar o tempo e zerar todos os jogos que comprou na Steam e na PSN.