Revisitando Clássicos: Grim Fandango

Longos dias e belas noites aventureiros! Natal está chegando e com ele vem muita comida e presente (se vocês forem bons meninos e meninas sempre), e pela proximidade da data irei falar como está sendo minha experiência em visitar novamente essa verdadeira obra-prima da era de ouro dos adventures.

Eu joguei Grim Fandango pela primeira vez em 2005, emprestado por um grande amigo meu do colégio (que por sinal tinha quase todos os adventures da finada LucasArts, possivelmente ainda ouvirão falar muito dele aqui já que me emprestou todos eles) e como sempre fui um amante inveterado do gênero com poucas horas de jogo, apesar do estresse épico com a puzzle da empilhadeira, tomei Grim Fandango como meu favorito do gênero ad eternum. Para a minha surpresa, o próprio game designer Tim Schafer, que agora comanda a Double Fine Studios, veio na E3 2014 durante a conferência da Sony anunciar que o clássico teria uma versão remasterizada para as plataformas atuais, e não poderia ter ficado mais feliz com isso! E no dia 27 de janeiro de 2015, dezesseis anos após seu lançamento original, Grim Fandango retorna fazendo a alegria de muitos fãs que clamavam por mais uma chance de visitar aquele mundo incrível. Aproveitei uma promoção da tão amada Steam para ter em definitivo este game em minha biblioteca.

Não preciso nem dizer que a custcene inicial me deu um arrepio daqueles, me apresentando novamente um velho conhecido cujo nome jamais pude esquecer: Manuel “Manny” Calavera, um agente de viagem do mundo dos mortos vendendo uma pacote não lá muito legal para seu cliente. Depois de reclamar do quanto ele só fica com clientes ruins o jogo começa de fato. Aqui presenciei um pequeno problema, pois Manny ficava invisível quando parado, tendo apenas sua sombra projetada. Felizmente o jogo tem um recurso para jogar no gráfico original, o que fiz imediatamente e assim aproveitar ao máximo a experiência. A nostalgia bateu forte e continua batendo a cada vez que carrego meu save, ainda que eu esteja jogando como se fosse a primeira vez. Exatamente aventureiros, afinal joguei exaustivamente aos 16 anos e agora me encontro com 26, me lembro de muito pouca coisa e tive que me humilhar para catar a solução de algumas puzzles na internet depois de 2-3 horas empacado no mesmo lugar sem saber o que fazer, mas ainda assim só o utilizo em último caso eu juro!

A dublagem em português original foi trazida de volta para essa versão, graças aos Valar, pois eu não consigo imaginar outras vozes no nosso para esses personagens tão carismáticos. A gravação de Don Copal com sua frase “Por favor Eva! Assine você mesma, está bem?! Estou ocupado!” felizmente foi uma das frases que nunca saíram da memória quando o assunto é Grim Fandango, mas não há o que reclamar de estar escutando muitas dessas vozes aliadas à uma incrível trilha sonora como se estivesse jogando pela primeira vez é algo único.

No exato momento que este post ir ao ar eu provavelmente já terei saído do navio SS Lamancha no terceiro ano passado no Oitavo Submundo, sorrindo de nostalgia e beirando a insanidade em cada puzzle que ficar empacado. Grim Fandango Remastered é sem sombra de dúvida uma boa pedida para amantes de adventures, assim como para fãs antigos e para aqueles que nunca tiveram a oportunidade de jogar. Grande abraço e até a próxima!

E para os que ainda não sabem, está rolando uma promoção irada na página da Outra Guilda! Quer ganhar a Trilogia Thrawn do autor Timothy Zahn autografada pelo próprio? CLIQUE AQUI e descubra como! Que a Força (e a sorte) esteja com vocês!

Game Designer aprendiz, baixista mediano e mago implacável. Amante de RPGs mas tem Metal Gear como série favorita. Busca dominar magias de controlar o tempo e zerar todos os jogos que comprou na Steam e na PSN.