Guardians – o debut dos super heróis russos…será que deu certo? (COM SPOILERS)

(Esse artigo contém alguns spoilers do filme).
Larguemos um pouco os filmes de super heróis feitos em Hollywood e nos aventuremos nas terras gélidas da Rússia. Khan, homem com super velocidade usando duas cimitarras que mais parecem foices. Ursus, metamorfo metade homem metade urso que no final carrega uma metralhadora gatling! Xenia, ginasta e mestre em artes marciais capaz de controlar seu próprio corpo transformando-o em água e ficando praticamente invisível. Por último, Ler, homem que controla terra como se fosse um earthbender do desenho Avatar. Como um filme com um grupo mais interessante do que o quarteto fantástico pode dar errado? Bom, não só pode como deu.

“Lhes apresento o review”

Guardians começa com aquele clichê russo, experimentos secretos realizados durante o período da União Soviética criaram o grupo chamado de Patriota, um time de pessoas extraordinárias capazes de defender a nação contra ataques. Kuratov, um dos cientistas do grupo acaba tentando desenvolver o seu próprio projeto longe do controle do governo. Quando os militares descobrem, tentam prendê-lo, porém ele bombardeia o HQ dos patriotas. Entretanto, alguns produtos químicos caem no corpo de Kuratov tornando-o super forte e capaz de controlar eletricidade e máquinas à distância. Anos mais tarde, Kuratov reaparece jurando mostrar ao mundo que ele é um gênio com um plano onde controlaria toda a tecnologia do mundo (Ponto positivo pela originalidade de não tentar destruir os EUA). Para enfrentá-lo, os patriotas são convocados novamente.

Se não fosse pelo filme, essa cena seria tão boa quanto um Velociraptor segurando um lança mísseis montado em um tubarão.

Apesar do filme parecer ser divertido no papel, não é bem assim que se desenrola. A direção optou por seguir um ritmo mais sério pra história, praticamente sem alívios cômicos como alguns filmes do universo DC têm sido feitos. Quiseram fazer algo mais sério e violento, entretanto por causa da censura, optaram por não colocar sangue. Mil tiros sendo disparados, corpos no chão e praticamente nenhuma gota de sangue. Outro ponto fora da direção foi a parte sonora que estava com músicas altas demais em algumas partes, em especial no início do filme. Não estava na expectativa de nada marcante, mas quando a música atrapalha, não tem como não reclamar.

“Sou tão rápido que consigo cortar pessoas pela metade praticamente sem tirar sangue deles”

A atuação dos atores também não ajuda, aliás só atrapalhou. Todos, sem exceção, são tão expressivos quanto a Kristen Stewart em Crepúsculo. Vários diálogos foram monótonos e rasos demais, influenciando o andamento da história e a construção do background dos personagens. Tem que rolar um framboesa de ouro para o elenco inteiro do filme. Acabou que no final nenhum personagem se tornou marcante, foram todos indiferentes. Para falar que nenhum será lembrado, um personagem se destacou. O vilão Kuratov é praticamente a versão bodybuilder do personagem Sloth dos Goonies.

“Sloth não quer chocolate. Sloth quer whey protein”

As cenas de ação são interessantes, mas existem duas partes que arruinaram de vez as chances de ser um filme pelo menos mediano. A primeira cena de ação em conjunto quando eles enfrentam Kuratov onde são derrotados facilmente, acaba dando a impressão que eles são muito fracos. E por fim, o clímax é a pior cena de todas, digna de competir com Dragon Ball Evolution. Os heróis são praticamente derrotados por Kuratov, fogem do local deixando-o a quilômetros de distância, juntam os seus poderes e mandam uma bola de energia (ou sei lá o que era aquilo) pra destruir os planos do vilão.

Líder: “Agente, foi aqui onde erramos?”
Agente: “Acho que é mais rápido falar onde acertamos”

A conclusão é que Guardians foi um filme onde o cinema Russo teve uma das maiores chances de se tornar reconhecido pela comunidade geek. Infelizmente, todo mundo responsável pelo filme aparentemente decidiu ficar bebendo vodka, ao invés de fazer um filme bom.

NOTA: 3/10