Hardcore: Filme em primeira pessoa é disputado em festival; assista ao trailer

Câmera usada para perspectiva em primeira pessoa.

Em 2013 Ilya Naishuller se destacou na internet com dois curtas em primeira pessoa repleto de violência e acrobacias de tirar o fôlego, usados como clipes de músicas para sua banda Biting Elbows. Dois anos depois a ideia se tornou o primeiro longa metragem filmado inteiramente em primeira pessoa, Hardcore, escrito e dirigido pelo próprio Naishuller e com produção de Timur Bekmambetov, diretor de O Procurado

O filme estrelado por Sharlto Copley, Haley Bennet e Danila Kozlovsky estreou no começo desta semana no Toronto International Film Festival e pelo que sites como o Collider estão dizendo, o longa parece estar caindo nas graças de quem assistiu até agora. Segundo o Deadline companhias como Lionsgate, Paramount e Dimension estão negociando com a WME Global pelos direitos de distribuição internacional do filme de Naishuller, com ofertas de no mínimo sete dígitos.

Hardcore propõe uma trama simples e com os detalhes mínimos para que o público entenda e acompanhe a história. Você acorda em um laboratório sem memória alguma antes daquele ponto, ao seu lado está uma mulher que  se diz a sua esposa (Bennet) e te diz que seu nome é Henry e que você perdeu todas as suas memórias porque foi trazido de volta dos mortos e agora é um ciborgue. Alguns minutos depois a sua esposa é sequestrada e agora você precisa salvá-la de um psicopata megalomaníaco chamado Akan (Kozlovsky), que tem poderes telecinéticos e um enorme exército de mercenários. No meio dessa confusão toda você encontra com quem parece ser seu único amigo, Jimmy (Copley), um tipo de guia que toma várias identidades ao longo do filme. 

Interatividade e inovação são duas palavras que volta e meia aparecerem para assombrar algum canto do entretenimento; jogos com vários finais possíveis, filmes que quebram a quarta parede e interagem com quem está assistindo, e agora estamos alcançando um momento que elementos dessas duas mídias estão começando a se cruzar. Com todo o sucesso que o filme parece estar fazendo por onde passa, é justo sonhar que alguma distribuidora vai se interessar em trazer o longa para o Brasil. 

 

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