Review – Fate/Stay Night (série)

Por Felippe Espinelli

A desenvolvedora japonesa de jogos chamada Type-Moon criou em 2004 uma visual novel de bastante sucesso no Japão. O jogo acabou ganhando diversas adaptações para mangá e animes. O nome da série: Fate/Stay Night.

Um ritual começa a ser realizado na tranquila cidade de Fuyuki e o objeto de poder chamado de Santo Graal começa a ser materializado. O item raro é capaz de realizar qualquer desejo que seu dono ordene. Com isso, pessoas poderosas que se autodenominam mestres começam a aparecer para tentar utilizar os poderes do Santo Graal. Para provar quem é o merecedor, o Santo Graal dá aos mestres, o poder de invocar espíritos de heróis que irão se digladiar até a morte. No total, existem sete mestres e sete espíritos heroicos, estes podendo ser divididos em sete classes: Arqueiro (Archer), Espadachim (Saber), Bárbaro (Berserker), Assassino (Assassin), Lanceiro (Lancer), Cavaleiro (Rider) e Mago (Caster). Como apenas uma pessoa pode possuir o item, tem se início a Guerra do Santo Graal.

figura 01

O anime de Fate/Stay Night segue a mesma história do jogo, sendo dividido em 3 rotas que dependia das escolhas feitas pelo jogador. Em todas as rotas, o garoto Emiya Shirou é o protagonista. Mesmo não possuindo talento nenhum para magia, conseguindo apenas reforçar objetos, ele sempre tenta ser o herói mesmo que lhe custe a vida. Em uma dada situação, ele acaba invocando involuntariamente o espírito heroico Saber. O primeiro anime lançado em 2006 foi baseado na rota Fate, focando mais no protagonista e Saber. Toda a parte técnica desse anime pode ser considerada mediana com uma história muito boa e alguns excelentes personagens. Como alguns personagens não possuem muito desenvolvimento, o espectador pode se perguntar o motivo de alguns estarem ali. Muitos deles como o Archer e a jovem Illyasviel possuem um desenvolvimento maior nas outras rotas.

A segunda rota é chamada de Unlimited Blade Works, podendo ser abreviada como UBW. Esse anime lançado em 2014 foi focado em Shirou, Archer e sua mestra, Rin. O desenvolvimento do personagem Archer é fantástico sendo um dos pontos fortes da história. E por mais que a história seja a mesma, as decisões um pouco diferentes do protagonista tornam o desenvolvimento totalmente diferente do apresentado na rota Fate. Seria como ver um universo paralelo. Diferentemente de Fate, a rota UBW tem uma qualidade técnica excepcional e enredo muito bom. As lutas são muito empolgantes. Para entender o salto de qualidade entre as duas rotas, deve se voltar no ano de 2011.

figura 02

No ano de 2011, entre a produção de Fate e UBW, foi lançado Fate/Zero. O anime foi escrito por Gen Urobochi (Psycho Pass) e o resultado foi um anime com tom mais adulto. O anime conta a história da quarta guerra do Santo Graal, dez anos antes dos acontecimentos de Fate/Stay Night. Além disso, a animação da série Fate/Stay passou a ser de responsabilidade do estúdio Ufotable, o mesmo que faz animação para alguns jogos de videogame como a série “Tales of”. O resultado disso tudo foi um anime de ação que, no geral, é espetacular. Toda a qualidade técnica do anime é excelente. O desenvolvimento dos personagens é quase perfeito. O Rider, Caster, Kotomine Kirei e Emiya Kiritsugu são personagens excelentes. Todas os elogios dados para essa série, deu nova vida para a série Fate/Stay, permitindo a produção de UBW.

figura 03

A terceira rota chamada de Heaven’s Feel ainda está em processo de produção. Esta terá mais foco em Sakura.

Veredito final: Anime básico para os que gostam de ver lutas com espadas e magias. Recomendo bastante a rota UBW e Fate/Zero, de preferência, vista nessa ordem. A Fate/Zero conta muito dos mistérios que aparecem na rota UBW, com isso, metade da diversão acaba indo embora. Para os que pretendem ver todas as rotas possíveis, recomendo ver na seguinte ordem: Fate, UBW e Zero. A Netflix passa a Fate/Zero, enquanto o site Crunchyroll passa Fate/Zero e UBW.

Eu só trabalho aqui!