The Witcher: A Casa de Vidro – Expandido o universo em outras mídias

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A Sala Resenhadora é uma coluna na qual os digníssimos membros deste site falam sobre algum quadrinho, graphic novel, mangá ou livro que lemos recentemente. Porém esse não é o seu review semanal costumeiro, a Sala funciona aleatoriamente: A cada semana vamos falar sobre um quadrinho, sem a menor pretensão de falar sobre a próxima edição na semana seguinte, o que não quer dizer que o Rafael não vá fazer vários reviews da mensal do Deadpool, já que é um marvete.

Longos dias e belas noites aventureiros! Sim, é o Rafael aqui na Sala Resenhadora fazendo sua estréia na área do site destinada às HQs, e porque não falar sobre uma baseada num jogo (que por sua vez é baseado num livro)? The Witcher: A Casa de Vidro teve seu lançamento oficial em terras tupiniquins na Bienal Internacional do Livro 2015, no Rio de Janeiro. Foi produzida pela Dark Horse em parceria com a CD Projekt Red e aqui no Brasil é distribuída pela Pixel Media. O roteiro ficou por conta de Paul Tobin e a arte é de Joe Querio, sendo que as capas ficaram à cargo de Dave Johnson.

 

Essa história começa com um caçador na beira de um rio pescando seu jantar quando é surpreendido pelo bruxo Geralt de Rivia, o protagonista dos livros e dos jogos, que estava de passagem e após uma breve apresentação é convidado pelo caçador, cujo nome é Jakob, para dividir o pescado. Geralt decide então aceitar o convite e ainda divide um vinho com o recém conhecido, mas não antes de um Drowner tentar matá-los. O monstro não é páreo para as habilidades do Bruxo,que o derrota rapidamente e no segundo seguinte já está saboreando um peixe e entornando um vinho com Jakob. Descobrimos então que o caçador é assombrado pela sua esposa Marta, que pela história contada pelo próprio foi atacada por um grupo de Bruxae e transformada numa delas. Após o jantar Geralt decide ir embora e Jakob pede para acompanhar, pois não resta mais nada para ele naquele local.

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A dupla então segue caminho e acaba entrando na floresta onde Marta foi morta e transformada. Alguns metros à frente se deparam com um cemitério guardado por uma Bruxa das Sepulturas. A Bruxa olha pra eles mas decide se afastar, deixando os viajantes aliviados naquele momento, porém minutos depois se deparam com um Leshen, um monstro extremamente territorialista que ataca Geral e Jakob de imediato. Durante a fuga o Bruxo percebe que aves canoras estão chamando a atenção dos dois para as seguirem, o que é feito de imediato e então acabam numa casa abandonada. Jakob percebe que Marta está numa sacada da casa e então entra pela porta da frente enquanto Geralt escala uma planta para chegar na caçada.

 

As edições seguintes passam exatamente aquela sensação de estar na pele do Bruxo como no jogo, onde Geralt procura por pistas do que está acontecendo na tal casa de vidro, enquanto se depara com outras criaturas presentes na mitologia dos livros. Destaque para a succubus de nome Vara, que forma uma aliança um tanto quanto peculiar com Geralt. Junto da investigação vemos Geralt fazendo uso do Sinais, formas de magias simples e rápidas que são bastante usadas pelos Bruxos em combate. Uma coisa que me deixou um pouco bolado quanto ao uso dos Sinais foi o fato de Geralt berrar o nome deles enquanto os usa, ainda que seja compreensível uma vez que um leitor de primeira viagem não vai reconhecer os Sinais pela mão, porém isso sou apenas eu sendo chato mesmo. Uma cena que eu dou bastante destaque é o diálogo entre Geralt e Marta, onde ali entendemos melhor a história do casal. As cenas de luta também são muito bem desenhadas pelas mãos de Joe Querio, dando os detalhamentos perfeitos, porém apenas se a “câmera” se mostrasse muito perto. Para quadrinhos em “zoom out” o traço se mostra extremamente simplificado, o que incomoda de leve em alguns quadros, mas felizmente esses não são a maioria.

 

O final da história é um pouco previsível, porém é bem satisfatório e apesar de fechar perfeitamente o arco, fico na esperança de terem outras graphic novel baseadas nesse universo incrível criado pelo polonês Andrzej Sapkowski, afinal a lombada está marcada com um “1”, sinal de que outras podem estar à caminho. The Witcher: A Casa de Vidro é uma expansão muito bem vinda desse universo, agradando tanto aos fãs dos jogos quanto dos livros.

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Game Designer aprendiz, baixista mediano e mago implacável. Amante de RPGs mas tem Metal Gear como série favorita. Busca dominar magias de controlar o tempo e zerar todos os jogos que comprou na Steam e na PSN.