[Última Sessão] 007 Contra Spectre – Clássicos nunca envelhecem.

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Saudações aventureiros e bem vindos à taverna nossa coluna de cinema! E para estrear em alto estilo, uma franquia que eu acompanho desde criança e que pra mim nunca fica velha. Sim, como vocês leram no título estou falando do agente secreto (que não é tão secreto assim) mais famoso do mundo: Bond, James Bond. Por influência do meu pai comecei a ver os filmes desse espião que não tem frescura, é pé na porta, soco na cara e um balaço no meio da testa depois da porradaria, então desde criança sonhava em ser como Bond. Sempre maravilhado pela dose excessiva de mentirol em seus filmes, considero a milenar franquia baseada na obra de Ian Fleming como o ápice dos filmes de ação e sempre pego a primeira classe no hype train quando é anunciado um novo filme.

Não é novidade que a franquia foi rebootada no primeiro filme com Daniel Craig, Cassino Royale, trazendo um Bond no início de carreira como um agente 00 e ainda dando uma roupagem cada vez mais moderna ao espião. Quantum of Solace modernizou ainda mais o agente nos fazendo acreditar que esse seria o caminho que a franquia iria seguir, mas com referências aos clássicos, como a cena que nos lembra de Goldfinger. Em Operação Skyfall o clássico volta a tomar conta com a volta de personagens importantes no universo 007, como o inventor Q e a secretária de M, Moneypenny, que ao meu ver vinham fazendo falta na era Daniel Craig. sem falar o final do filme que me fez quase berrar no cinema com aquele simples ato, mas vamos logo ao que interessa.

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007 Contra Spectre resgata de vez o ar clássico de James Bond mas sem perder a modernidade e ao mesmo tempo tendo uma identidade própria. O resgate ao clássico já vem no seu título original, Spectre, e no nacional. Para quem não chegou a ver os filmes da era Sean Connery, Spectre era a organização criminosa liderada pelo perverso Ernst Stavro Blofeld que era sempre atrapalhada pelo agente do MI-6, e trazê-la à tona este filme me fez abrir um leve sorriso, que foi aumentado ao ler o título nacional, retomando aquele ar dos filmes antigos em que quase todos eram 007 contra alguma coisa: 007 Contra o Satânico Dr. No, 007 Contra o Foguete da Morte, 007 Contra A Chantagem Atômica (eu acho esse genial, porque eu to até hoje tentando entender como Thunderball virou isso) e assim por diante. Temos novamente as conversas com Q explicando sobre o equipamento de 007, M passando o briefing da missão em sua sala com porta acolchoada, Bond e Monneypenny flertando e até a abertura clássica está ali de volta no lugar que não apareceu nos outros três filmes. O clássico voltou, coexistindo com a modernidade o tempo todo, agradando tanto aos novos fãs quanto aos veteranos.

O elenco como sempre tem o peso que um filme de James Bond merece ter. Daniel Graig, no que deve ser sua última passagem como o agente, faz um ótimo trabalho que só não digo impecável porque não sou muito fã do jeito sisudo ele (meu 007 favorito sempre será o Roger Moore, me julguem). Ralph Fiennes retorna como M, função adquirida ao final de Operação Skyfall; Ben Wishaw é Q, o inventor das bugigangas usadas por Bond e também nerd de laboratório; Naomie Harris está mais uma vez impecavelmente como Eve Monneypenny, ex-agente de campo que prefere seguir como secretária de M depois dos acontecimento do filme anterior. A bondgirl da vez é a francesa Léa Seydoux , e mexe com Bond de um jeito que só Vesper tinha mexido antes. E como o melhor fica pro final, a grande cereja do bolo deste elenco é o vilão Franz Oberhauser, interpretado pelo magnânimo Christoph Waltz. Prestem bastante atenção nele, além de roubar a cena como sempre ainda é outro que em um certo momento irá remeter ao clássico. Tenho que destacar também a atuação de Dave Bautista, relembrando o vilão de Moscou Contra 007, Red Grant, com direito a luta no trem e tudo! E comandando esse barco, Sam Mendes de volta, levando Bond novamente para vários locais do mundo como sempre foi de praxe na franquia. O único ponto negativo que eu destaco, sendo mais uma coisa minha, é a abertura que ficou a cargo de Sam Smith. Não tenho nada contra a execução da música, que ficou muito boa por sinal, porém eu sempre gostei das aberturas mais animadas e Writings on the Wall é exatamente o oposto disso, indo mais na vibe de Skyfall.

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O Julgamento do Mago:

007 Contra Spectre com certeza é um filme que se destaca no ano, apesar de não juntar a bilheteria de Jurassic World ou Star Wars: O Despertar da Força. É uma ótima pedida para os fãs antigos e para os novos também, mal posso esperar para que saia em Blu-Ray. Sim, eu ainda compro e tenho todos os filmes do agente do MI-6 à Serviço de Sua Majestade em mídia física, esse não pode ficar de fora. Assista se possível com seu melhor smoking degustando um Martini batido, não mexido.